O que é rã gigante?

Rã-touro-americana (Rã Gigante)

A rã-touro-americana (Lithobates catesbeianus), também conhecida como rã-gigante, é uma espécie de rã nativa da América do Norte. É conhecida por seu tamanho grande, voracidade e capacidade de se adaptar a uma variedade de habitats. Sua introdução em outros países a torna uma espécie invasora.

Características:

  • Tamanho: É uma das maiores espécies de rãs do mundo, podendo atingir mais de 20 cm de comprimento do corpo e pesar mais de 750 gramas.
  • Aparência: Possui uma pele lisa e verde-oliva a marrom, com manchas escuras. O macho geralmente possui um tímpano (membrana timpânica) maior que o olho, enquanto o da fêmea é do mesmo tamanho ou menor.
  • Vocalização: O coaxar do macho se assemelha ao mugido de um touro, daí o nome "rã-touro".
  • Dieta: São predadores oportunistas, alimentando-se de quase tudo que conseguem engolir, incluindo insetos, peixes, outras rãs, pequenos mamíferos e até aves.

Habitat e Distribuição:

Originalmente encontrada na América do Norte, desde o sul do Canadá até o norte do México, a rã-touro-americana foi introduzida em diversas regiões do mundo, incluindo Brasil, Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico. Elas preferem ambientes aquáticos como lagos, rios, pântanos e lagoas.

Impacto Ecológico:

A rã-touro-americana é considerada uma espécie invasora em muitos locais devido ao seu apetite voraz e à sua capacidade de competir com as espécies nativas por recursos. Sua predação pode levar à diminuição das populações de outras rãs, peixes e invertebrados, alterando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Elas também podem transmitir doenças para outras espécies de anfíbios.

Reprodução:

A reprodução geralmente ocorre na primavera e no verão. As fêmeas podem depositar até 20.000 ovos em uma única postura. Os girinos podem levar até dois anos para se metamorfosearem em rãs adultas.

Conservação:

Em seu habitat nativo, a rã-touro-americana não está ameaçada. No entanto, em áreas onde é invasora, o controle de suas populações é frequentemente necessário para proteger a biodiversidade local. As estratégias de controle incluem a captura manual, a utilização de redes e, em alguns casos, a aplicação de pesticidas.